domingo, 11 de setembro de 2016

LIVRO - BOLHAS DE SABÃO - THIAGO ASSONI



Sinopse:

Enquanto muitos vivem num mundo de aparências, quem é você de verdade? 

Antônio é um adolescente que vive entre os estudos, o trabalho e seu quarto. 
Jennifer, mais conhecida como Janie, usa seu alter ego para fugir do status de menininha boba que um dia chegou a ser.
Um pequeno pacote os uniu. Agora, Janie leva seu novo amigo, Tony-nerd, para conhecer um mundo ao qual ele nunca viu, despertando não só sua curiosidade, mas sentimentos aos quais Tony não conhecia.
Nasce uma amizade improvável, onde Janie acaba descobrindo todo um universo que jamais imaginou conhecer.
Mas... um segredo impede que fiquem juntos.
Quanto tempo mais poderiam suportar tudo aquilo? Aquele mundo tão frágil como bolhas de sabão?

Assista ao Book Trailer:



Venha conhecer Antônio, que toma a culpa por algo que não fez para proteger a colega de sala a qual sempre fora apaixonado, mas que por conta da timidez, nunca conseguiu se aproximar da garota.
E conheça Janie que: curiosa para entender a razão pela qual ele fez isso, descobre um “Tony-nerd” que lhe dá toda atenção e, mesmo sem saber, descortina um mundo novo para ela.
Assim nasce a tal cumplicidade entre os dois, uma amizade improvável...


Mas... um segredo impede que fiquem juntos. Quando Janie o revela, a relação entre eles mostra-se tão frágil quanto as Bolhas de Sabão.


ISBN-13: 9788556001665
ISBN-10: 8556001661
Ano: 2016
Páginas: 195
Idioma: português 
Editora: Tribo das Letras

Links:



domingo, 19 de junho de 2016

F5 - Bienal, Encontro Literário e Bolhas de Sabão.

Pessoas!!!
Essa semana saiu a grade de programação da 24ª BIENAL DO LIVRO DE SP - 2016 e euzinho aqui estou lá!!!!



Vou publicar BOLHAS DE SABÃO com a editora TRIBO DAS LETRAS e no dia 04/09 estarei por lá à partir das 14:00 hrs (Rua k Stand 69).
PS.:Até este momento, o site estava fora do ar, mas o link é esse aqui, óh:
http://v2-bienaldolivrosp.rxnova.com/pt-br/Planejador/Expositores/Conteudo-da-Atracoes/?coId=156295

Acesse o site da Bienal do Livro clicando aqui



Outra novidade, também, é que no dia 24/07 estarei no 4º Encontro Literário dos Blogs Leitura & Cia + Coruja Literária.
O diferencial, é que estarei lá como organizador, juntamente com as meninas dos blogs.



O tema da vez será: “Livro Digital x Livro Físico”, sempre muito discutido nas redes sociais. Há quem goste e quem não goste, concordam? Eu, particularmente, prefiro o físico...
Sobre o local: vai ser no auditório da Biblioteca Villa-lobos. Capacidade para 180 pessoas, senhas 15 minutos antes de começar.

Nossos autores convidados:

· >> Angie Stanley

. >> Vinícius Fernandes
· >> Susy Ramone
· >> Gabriel Mariano
· >> Raiza Varella

.>> Thiago Prada
· >> Martha Rycas

E, como sempre em nossos eventos, haverá: brincadeiras, bate papo com os autores, seção de autógrafos, fotos e...? E...? E...? SORTEIOS!!!!
Fiquem ligadinhos e confirmem presença no evento do Facebook clicando aqui.


E, por último, mas não menos importante, vou apresentar a capa aberta do meu filhote, BOLHAS DE SABÃO.



SINOPSE:

Enquanto muitos vivem num mundo de aparências, quem é você de verdade? 
Antônio é um adolescente que vive entre os estudos, o trabalho e seu quarto. 
Jennifer, mais conhecida como Janie, seu alter ego para fugir do status de menininha boba que um dia chegou a ser.
Um pequeno pacote os uniu. Agora, Janie leva seu novo amigo, Tony-nerd, para conhecer um mundo ao qual ele nunca viu, despertando não só sua curiosidade, mas sentimentos aos quais Tony não conhecia.
Nasce uma amizade improvável, onde Janie acaba descobrindo todo um universo que jamais imaginou conhecer.
Mas... um segredo impede que fiquem juntos.
Quanto tempo mais poderiam suportar tudo aquilo? Aquele mundo tão frágil como bolhas de sabão?


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terça-feira, 12 de abril de 2016

Cellophane - Conto - por: Thiago Assoni


O mundo girou num instante, os pés voavam soltos sem sentir mais o chão abaixo deles. Explosões coloridas encheram seu globo ocular, criando ondas infinitas e todo um universo diante de si. Não tinha mais domínio próprio, a música domava cada um de seus movimentos ensandecidos e alucinados.
Um mundo interior se descortinou em meio a sua dança frenética, mas não compreendia o que se passava. Um turbilhão de sentimentos, emoções e sensações... Não eram as drogas ou bebidas, era algo incrivelmente superior a tudo o que já conhecera antes. Nada seria capaz de descrever aquele instante.
Viu-se num emaranhado de pequenos pontos luminosos, estrelas que pendiam em um véu negro do céu da noite. Tentava parar o corpo, mas já não era mais obedecido. Perdido na mágica da alucinação temporária.
Luzes lilases enchiam seu campo de visão, fazendo tudo sumir por alguns instantes. Um funil imenso em preto e branco foi levando seu corpo para outra estação, um novo mundo para ser desvendado.
A vibração das notas musicais gritavam em sua pele arrepiada. O impacto do som contra cada parte de si só elevava seu interior rumo ao portal transcendental que flutuava não muito distante.
Nuvens fofas de algodão amparavam seu peso zero, olhos piscaram por todos os lados – apenas olhos soltos e sem rosto que pendiam no vazio do lugar de azul anil brilhante.
Uma luz amarelada que se assemelha à luz do sol se fez ver, mas não era possível notar de onde vinha, qual era sua origem. Havia apenas o existir, não mais o querer. As vontades estavam distantes, o poder não era possível.
Passou pelo portal iluminado e o infinito girou dentro de si sem parar. Seres que voavam por todos os cantos, não havia céu nem terra, somente todo o espaço sideral em descompasso.
Aos poucos, notou que despencava. O frio na barriga, a falta de ar, a pressão craniana, ataque cardíaco... Seus olhos se remexeram, tirando o foco da visão e, enfim, sentiu o chão frio nas costas, o rosto úmido e as mãos formigando. A audição falhou, a música emudeceu.
O mundo parou de girar. Abriu os olhos e encarou a lâmpada fluorescente que pendia no teto tosco e cheio de infiltrações, blocos de isopor soltos na base de ferro cinza. Pendeu a cabeça para o lado e só então percebeu estar num quarto de hospital. Soro, batimentos cardíacos, maca, lençóis brancos...
Um sorriso débil lhe enfeitou o rosto. Sua cabeça ainda girava no infinito de outrora, mas sabia que o corpo já não mais pertencia àquele lugar além-mundo. Estava de volta à horda de zumbis alienados e perdidos. Estava de volta ao que chamam de mundo real. 

segunda-feira, 11 de abril de 2016

"Êxodo" - Conto - por: Thiago Assoni.



Parado, olhando para meus olhos de vidro no espelho sujo e com uma lasca solta na ponta direita da parte de cima, notei que não era mais meu rosto que via naquele reflexo desfocado e triste.
Um sorriso em risco reto, olhar vazio e sem brilho. Meus fantasmas todos sobrevoando uma nuvem negra sobre minha auréola enegrecida. A lâmpada piscando por conta da fiação precária, azulejos antigos e de um azul gasto e manchado...
Tentei sair daquela situação por tantas vezes que meus braços já nem se erguiam mais, cansados demais para lutar contra o que quer que fosse. A pia servia como apoio, a única que ainda o fazia.
Respirei fundo e fechei os olhos, perdendo meu contato visual com um falso eu no espelho. As formas disformes da escuridão já não me botam mais medo, naquele pavor infantil de outrora... Ah, se todo o mal fosse a penumbra da noite, aquela que sempre temi...
As trevas agora são outras!
Habitam corações e não espaços onde eu possa estar. Não é o escuro do meu quarto que me faz tremer, mas o pretume de algumas almas, o vazio de alguns sentimentos. O encanto que se faz ausente; a alegria enferrujada; a gentileza que jaz sob sete palmos de arrogância...
Sinto falta do meu medo da noite, dos temores infantis. Hoje, triste, me assisto me tornar aquele mostro que sempre repudiei... Pior que isso: decepciono-me ao perceber que não me importo...
Abro os olhos. Encaro aquele eu desconhecido, minhas formas ficando disformes para mim, enquanto me perco na escuridão daquela noite, nos meus medos, na minha penumbra...
Viver para sonhar...

Morrer para despertar.

domingo, 21 de fevereiro de 2016

- Indicações -

Olá amigos de letras, sejam todos muito bem-vindos!
No “Indicações” de hoje quero falar sobre duas escritoras nacionais das quais gosto muito e, na minha humilde opinião, valem muito a pena conhecer.

>>> Martha Medeiros.


Autora do best-seller Divã, novela irônica e bem-humorada sobre uma mulher que enfrenta o fim de seu casamento arrastado em plena crise dos 40, Martha Medeiros é também jornalista, aforista e poetisa. Seus textos, crônicas e pensamentos são, na maioria das vezes, um tapa na cara de todos nós.

Eu a conheci com o livro “Fora de Mim”.

Em Fora de mim, Martha faz de seus leitores testemunhas de outro momento, talvez mais crucial e terrível na relação amorosa - aquele em que a paixão acaba, por mais intensa que tenha sido.
Seu texto vai ainda mais fundo na descrição de sentimentos universais provocados por essa perda, comparada por ela a um acidente de avião, em que os sobreviventes “percebem a perda de altitude, a potência enfraquecida das turbinas e o desastre iminente, até que acontece a parada definitiva da aeronave, (...) e sobe do chão um silêncio absoluto, (...) a quietude amortizante de quem não respira, não pensa, não sente nada ainda.”
A autora inicia sua narrativa visceral no instante da despedida, da queda, do fim trágico, nem além nem aquém da dor maior: quando se tem a certeza de que não há mais volta. Aos poucos, o leitor vai compreendendo como tudo aconteceu, como tudo afinal foi ficando fora de controle.
Recém-separada de um casamento longo e pacífico, a protagonista se apaixona loucamente, embora não cegamente, por um outro homem, de personalidade conturbada, com quem vive uma intensa paixão. Consciente do mergulho, a mulher pressente que no fundo daquela relação só acabaria encontrando a escuridão da dor. Mesmo assim, dá o salto. E perde. A entrega é um vício sem saída.
(Resenha retirada do site da Saraiva)

Título: Fora de Mim
Autor: Martha Medeiros
Editora: OBJETIVA, 2010
ISBN: 8539001128, 9788539001125

Número de páginas: 131 págs.





>>> Angie Stanley


Angie Stanley? É brasileira? Mas por quê esse nome?
Pois é! Essa maluquinha loira que quase sempre usa mechas coloridas no cabelo nasceu com imaginação fértil e, enquanto crescia, Léo, seu irmão, tratou de adubar essa mente insana com Shakespeare, Kafka, Hesse e muito rock and roll.
Posso dizer tudo isso com segurança, depois ela me bate. Hahahahaha
Apaixonou-se pela literatura e desde muito cedo convive com suas personagens de forma tão entusiástica que por incontáveis vezes acredita que elas transcendem o imaginário.
Transita confortavelmente pela literatura e a música, mesclando-as para construir sua narrativa repleta de referenciais, mas preservando um estilo próprio e cativante.
E foi do universo musical que nasceu seu nome autoral: devota de David Bowie, o camaleão do rock, na época casado com Angie; e fiel seguidora da banda Kiss, cujo guitarrista é Paul Stanley, juntou o nome da então amada de seu ídolo com o sobrenome de um ícone e assim estava autobatizada a escritora brasileira Angie Stanley.
Em 2013, Angie ganhou sete concursos de contos e tomou posse de sua cadeira na Academia de Letras Cora Coralina dos Professores de São Paulo.
Sempre escreve dois ou três romances ao mesmo tempo, o auge da produção literária são as madrugadas.
Ama o contato direto com seus leitores, responde a todos os e-mails que recebe e faz questão de realizar encontros com os leitores na Livraria Curitiba do Shopping Aricanduva, local onde conheci essa pessoinha que já tem agora 6 livros lançados e mais alguns aguardando a publicação.


Curtiu?
Deixe seu comentário aí e pode fazer sua indicação também, será muito bem vinda!
Quer ver mais? Em breve eu retorno com mais Indicações.

*Precisamos falar sobre* : Automutilação.

Oi galera, bom dia / boa tarde / boa noite.
Hoje eu resolvi falar sobre um problema que muitos jovens (mas não só eles) enfrentam e é tomado como piada, retardamento, loucura, bobeira:

AUTOMUTILAÇÃO.

No meu próximo livro (Bolhas de Sabão), a personagem Janie sofre com essa dificuldade/transtorno/problema. Sendo assim, achei interessante falar sobre isso, até por ter visto uma piada de péssimo gosto rodando no Facebook. 

******


São muitos e variados os meios que podem ser usados na automutilação, mas o mais comum são mesmo as lâminas de barbear. Existem casos de mordidas, queimaduras, facas, tesouras...
Longe da vista dos outros, no refúgio do quarto ou do banheiro, estas lesões praticadas repetidamente não têm a intenção de chamar a atenção. Representam antes uma forma de controlar as emoções, ansiedades, raiva, sensação de vazio… uma expressão de grande mal-estar interno, como forma de aliviar fisicamente a dor que é psicológica e emocional.
Muitas são as causas que poderão estar na origem ou associadas a este comportamento autodestrutivo: problemas emocionais, depressão, ansiedade, perturbação bipolar, perturbações de personalidade, perturbações de comportamento alimentar, entre outras.
Em alguns casos, a automutilação pode ser a tradução de problemas mais graves. Os familiares que descobrem este problema não devem hesitar em procurar auxílio junto de um técnico de saúde (psicólogo ou psiquiatra), para que ajude o parente a compreender as razões do seu comportamento e a reconciliar-se com o corpo, limitando os danos possíveis.
Não julguem! Não diga que é coisa passageira, que existem pessoas em piores situações, que isso é maluquice...
Não é bobeira!
Antes, porém, de recorrer ao médico, tente conversar com essa pessoa. Tente entender as razões pelas quais ela faz isso. Não faça caretas estranhas ao ver as cicatrizes, não vá dizer bobagens, não trate a pessoa como coitadinha...

Muitas vezes este comportamento denota algumas carências (na família, amigos e outros grupos de referência) que deverão ser analisadas. É essencial restaurar o diálogo de forma a poder ouvir este grito de socorro.

Trabalhos e Novidades.

Saudações galerinha!
Tudo tranquilo e favorável com vocês? Hehehehe

Hoje, nessa primeira postagem de 2016 – mega atrasado, por sinal, né? - eu vim mostrar pra vocês os meus trabalhos.

Estou muito contente por ter esses filhotinhos comigo! Um que é todo meu, criado por mim mesmo, apenas; e os filhotes adotivos, aqueles que ajudei a criar.

Ah, e os e-books, é claro!!!

Então vâmo lá...

*****


 Esse é meu filhote amado, o primeiro, CRAZY MARY ( visitem o blog do livro >>> Clique Aqui <<< ) um trhiller que conta a história de uma garota que se vê envolvida com dois rapazes, quer fugir do padrasto abusivo, não aguenta a negligência da mãe e ainda precisa conviver com certos fantasmas que a assombram. 


Sinopse:

Descaradamente inspirados em obras de Joe Hill e Stephen King (filho e pai) e livremente inspirado na música que dá nome ao livro (originalmente cantada por Victória Williams, regravada e mais conhecida na voz de Eddie Veder do Pearl Jam), Crazy Mary mergulha na mente doentia de uma pessoa capaz de matar só para tirar um problema do caminho.
Mas, quem seria essa pessoa?
Todos podem ter um bom motivo para matar. Ou não.

Tudo acontece numa pequena cidade Serrana, envolto em um clima meio morto, onde é possível encontrar um mercadinho bem aconchegante e uma lanchonete que serve panquecas americanas. Ruas cheias de árvores e caminhos de terra dentre a mata, cheio de suspense e com um “Q” de grunge, um rio calmo que corta a cidade, lá nos fundos da Serra.


E é nesse clima que se desenrola o primeiro Romance de Terror Psicológico do Jovem Paulista Thiago Assoni.

*****




Esta é minha primeira participação em um livro de Coletâneas, onde todos os autores estão falando sobre seus sonhos e seus pesadelos, assim como sugere o título.

Foi realmente muito bacana participar! A ideia surgiu de uma conversa em off com a Zélia e foi mesmo muito legal ver que deu certo e seguiu adiante!

Meu conto fala sobre um rapaz que se vê em um terrível pesadelo onde ele se depara com aquele que é taxado como o maior inimigo de todos e de toda a história da Humanidade! O traidor que é perseguido até os dias de hoje e ainda leva surra em todo Domingo de Páscoa. Teria sido mesmo uma traição? 

*****




Na antologia SINISTRO! 3, eu participo com um conto OCCULTA, que narra a história de uma moça que desperta, vestida de noiva em seu próprio casamento.

Mas, existem algumas peculiaridades nesse momento em que desperta: o vestido é todo vermelho, a Igreja está em breu, o noivo está vestido de preto e tem o rosto oculto por um capuz da mesma cor da roupa.

Além disso, o mais bizarro: Ela está acorrentada e sendo guiada até o altar.

*****


O conto SUSSURROS está na Coletânea "Enquanto a noite durar", organizada por Alef Dalle Piagge, dono do blog >>> Floreios e Borrões <<<.

Dessa vez, a mesma garota de OCCULTA percebe que algo continua acontecendo! Novamente ela desperta em algum outro lugar estranho após o casamento bizarro pelo qual fora forçada aceitar.

Agora, ela vai se encontrar com um demônio que oferece um presente um tanto estranho para ela... Mas quais seriam as consequências caso ela aceite?

*****



Este é o e-book Relendo as Lendas, meu primeiro trabalho como Organizador junto à Zélia Oliveira e com a Editora APED.

A ideia original era convidar alguns amigos autores para participar dela com um conto, mas muitos deram pra trás e não responderam mais os e-mails. (que veio!)
Mas OK, imagino que cada um esteja ocupado demais com seus trabalhos pessoais, normal.

Dos que convidei, Thiago Lucarini e Angie Stanley merecem destaque, pois enviaram contos que me deixaram boquiabertos!

Como os planos mudaram no meio do caminho e o prazo estava encerrando, o que era para ser livro físico ficou mesmo apenas como e-book e está lindo!
Nele, encontram-se oito contos que releem tudo o que já ouvimos sobre as tão famosas lendas da nossa infância. Vale a pena conferir!

*****



Ainda na onda DIGITAL, resolvi pegar este escrito e lançá-lo como e-book. Mas, antes de qualquer coisa, me sinto no dever de informar que trata-se de um trabalho solitário, completamente amador que não recebeu nenhuma revisão e, como poderão ver, não tem nenhum tipo de diagramação.

Era pra ser apenas um conto, mas ele acabou crescendo e se tornou em algo que gosto muito. É um trhiller-trash bem clichê, cheio de suspense e muitas surpresas. Ainda me pego trabalhando nele para, quem sabe futuramente, criar vergonha na cara e trazer a história para um livro físico e digno. 

SINOPSE:

Um casal rocker meio bêbado ignora todas as estórias sobre um casarão assombrado e tenta se divertir, invadindo-no e profanando o ambiente um tanto sombrio. Mas eles encontram algo lá dentro: dois corpos em estado de decomposição à beira da escada.
Toni e Mara vêm a caminhonete ser levada por alguém misterioso e, agora, não têm como ir embora.
Eles chegaram até aquele lugar, mas não sabem se vão sair de lá... vivos.

*****



E aqui temos a Coletânea Contos Eróticos Volume 2, a qual participei como organizador E prefaciador (se é que existe esse termo).

Publicado ano passado (2015) pela Editora APED, este traz contos picantes e bem-humorados sobre essa nova onda HOT que invadiu o mundo literário!

O encontro com Angie Stanley e Thiago Lucarini acontecem aqui, novamente! Então já sabem: vale muito a pena procurar para ler, né?

*****

Por enquanto, é isso, galerinha!

Muitas novidades estão por vir este ano, mas ainda é segredo e não posso abrir pra ninguém!

Tem livro meu chegando e isso vai ser tema para outra postagem futuramente, mas já posso revelar que o título é: “Bolhas de Sabão”

(((Em breve)))

Conheça Antônio, que toma a culpa por algo que não fez para proteger a colega de sala a qual sempre fora apaixonado, mas que por conta da timidez, nunca conseguiu se aproximar da garota.
E conheça Janie que: curiosa para entender a razão pela qual ele fez isso, descobre um “Tony-nerd” que lhe dá toda atenção e, mesmo sem saber, descortina um mundo novo para ela.
Assim nasce a tal cumplicidade entre os dois.
Mas um segredo impede que fiquem juntos, e quando Janie o revela é que a relação entre os dois mostra-se tão frágil quanto as Bolhas de Sabão. 

*****

Espero que tenham gostado e que procurem os livros!!! Garanto que vai valer muito a pena conhecer não só o meu trabalho, mas o trabalho de todos os que estão presentes nas coletâneas e antologias!

Comentem, deixem suas opiniões!
e voltem sempre!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Liberté - por Thiago Assoni


Girava e girava numa dança sem música,
sentindo o vento no rosto,
os cabelos bruxuleando naquele ritmo sem som.
O céu azul, as nuvens de algodão,
o verde da grama aos seus pés descalços.
O vestido branco se erguia levemente,
mostrando a perna magra e ferida em linhas retas e horizontais.
Os braços eram um emaranhado desforme o ar,
indo para lá e para cá, sem nexo.
Era perfeita por fora, visto aos olhos desconhecidos.
Tão bela, tão serena.
Frágil e dócil, era aquela menina.
Olhos fechados,
boca fina e num meio sorriso.
Não sabia se estava triste ou alegre,
se dançava ou agonizava.
Estava apenas ali de pé, no meio do parque.
Seria louca a menina dançante?
Não havia som algum para estar rodopiando assim...
Onde estava aquela menina?
De súbito caiu.
Convulsionou.
Tremeu no chão e parou.
Enfim seus lábios sorriram,
os olhos se abriram
deslumbrou o azul do céu.
Livre.
Desperta.
Viva.
Foi-se para se libertar.
Despertou do sonho que era estar viva.

Umbral. - por Thiago Assoni


Eram imensas aquelas asas negras que pairavam por sobre mim, encobrindo um azul que não era azul. Aos meus pés, água negra como petróleo e tão densa que lembrei de como ficava uma gelatina no meio do processo de endurecimento.
Árvores enormes erguiam-se aos céus, aquele céu que eu não conseguia deslumbrar como um dia foi possível. A ave estava ali, me observando. Os olhos brilhantes e vigilantes, paralisados. O bico formoso e tão negro como a água, ou como a própria penugem.
Algo sobre meus ombros pesavam. Eram as garras afiadas que afundavam em minha carne, o sangue escorrendo livre. Era um mar vermelho que descia minha pele alva, gélida.
Meus olhos fixaram ao longe, incapaz de distinguir as imagens que se construíam aos poucos bem ali, não muito longe. Uma moça esguia, esquelética, tão frágil vinha surgindo, subindo o morro íngreme e escorregadio. Sua cabeça girava no próprio eixo, mas era diferente...
Eram duas cabeças. Uma das faces me olhou séria, nariz franzido, como um felino em ataque. A outra face, entretanto, tinha não uma boca, mas um risco curvado para baixo, como se um sorriso cortado ao contrário. Era como ver o mundo em câmera lenta, mas ela não. A moça caminhava em diferentes velocidades, mas todas ao mesmo tempo. Havia um contorno que vibrava em outra frequência, quebrando a aura ao redor dela.
Os olhos da face triste eram imensos, um oceano profundo. Senti vertigem ao fixa-lo. Enquanto os olhos da face em ódio eram rasos, frios e sem brilho. Como uma serpente dançante ela continuava vindo até mim.
Ouvi sons de trovão, mas soube o que era no momento em que ergui meus olhos. A ave levantou voo, sumindo na escuridão do céu que não era mais azul. Não senti o ar em movimento com sua partido, nada além do som ensurdecedor do bater de asas.
Vagarosamente as árvores se curvaram tal como a cera de uma vela quando o fogo aquece demais. Em segundos, não havia mais nada. Até mesmo a água negra recusou, como se fosse absorvida pelo terreno esburacado.
Ela parou na minha frente, o par de cabeças me observando. Compaixão, indiferença. Temor e ódio. Desejo e nojo.
Suas mãos me tocaram e senti como uma corrente elétrica em cada nervo meu, correndo por todas as minhas veias como fiação clandestinas mal interligadas. Talvez fosse apenas o efeito colateral, mas senti o mundo inteiro tremer. Terremoto que saía de mim e escoava por todos os cantos do planeta.
As cabeças pararam e, de súbito, eram uma só. Quatro olhos enfileirados me observavam e notei a penugem negra na extensão dos braços dela agora. As unhas amareladas semelhantes às garras que sentira no meu ombro. Era tudo parte de uma coisa só.
Algo serpenteava minhas pernas, unindo-as. Olhei para baixo e estávamos em fusão. Ela era um espectro negro que deslizava e subia por sobre mim, tomando-me, preenchendo as lacunas que sentia dentro de mim. Era um veneno que me completava, a loucura que me fazia são.
Um grito ecoou em minha mente, alto demais para suportar e me manter em pé. Caí e senti o gosto de sangue em minha boca, a sujeira do chão em minhas mãos, as luzes piscando em meus olhos, o mundo criando e se desfazendo em milhões de formas.
Entorpecido, um último espasmo, meus olhos se retorceram. Os intervalos de luzes brancas diminuíam. As vozes vinham aos poucos e o cheiro familiar invadiu meus sentidos, fazendo-me saber exatamente onde estava de novo.
Respirei profundamente, vendo o vulto negro daquela mulher de duas cabeças sumir por aquele vale escuro e sombrio. Senti o braço sendo perfurado, um líquido me queimava as veias e me fazia mais lúcido, trazendo-me de volta ao mundo real que eu tentava escapar.
- Deixem-me partir! – supliquei na vã tentativa de voltar ao vale negro de outrora. Eu não temia aquele lugar, eu o desejava, eu o criara. Era meu refúgio, era onde eu queria estar...

sábado, 5 de dezembro de 2015

Distopia. - por Thiago Assoni


O céu acima de mim era negro e poucas bolinhas brilhavam lá ao longe, o que imaginei serem estrelas... não eram.
Ao redor, tudo era destruição. Carros por sobre carros, prédios eram apenas esqueletos de algo que um dia fora formoso, alto e imponente. Dava pra ver os móveis lá dentro ainda, ou o que restara deles.
Examinei tudo com calma. Olhei aos lados mais uma vez e só agora notei estar sentado em um tipo de maca metálica, fria, no meio do nada. Aquele teto que via era apenas uma cobertura furada com o que imaginei ser perfurações de algum tipo de arma de fogo. Ou teria sido algum tipo de chuva de meteoritos? Chuva ácida, talvez?
Eu não sabia de mais nada!
No horizonte, fumaça negra subia de algum lugar muito distante. O céu era escuro no centro, mas aos lados havia uma faixa alaranjada, como se fosse final de tarde.
Onde eu estava?
Levantei e percebi que estava descalço. Toquei o chão e senti as pedrinhas pontiagudas machucarem meus pés. Estava ventando frio e o vento vinha de todos os lados. Um som agudo persistia ininterruptamente, enchendo todo o silêncio sepulcral.
Não via nenhum vestígio de vida humana. Insetos, por sua vez, via aos montes. Baratas imensas e cascudas corriam de um lado para o outro, moscas de proporções que nunca imaginei pareciam besouros. Entretanto, não aspirei nenhum odor fétido. Não havia cheiro de morte, apesar do cenário caótico. Também não notava corpos entre os entulhos.
Era apenas um mundo destruído. Como se nunca houvesse vida antes, apenas construções retorcidas e alguns automóveis jogados de um lado para o outro.
Mesmo sentido as pedrinhas cortarem meus pés, caminhei até próximo de um ônibus escolar, daqueles amarelos que só tinha visto em filmes... Temia encontrar, finalmente, corpos mortos e todo meu corpo tremeu com a cena que minha mente criava.
Pé ante pé me aproximei. Silêncio, mas o som agudo que vinha de algum lugar permanecia ali junto ao medo do que poderia encontrar dentro daquele ônibus.
Respirei profundamente e não identifiquei cheiro ruim algum. Dei a volta e encontrei a porta aberta. Estiquei a cabeça para dentro e tudo estava vazio. Os bancos estava limpos, imaculados. Os vidros, ao contrário, enegrecidos com a poeira grossa que descia lentamente dos céus.
Sentei na escadinha de acesso e observei aquela cena: destruição. Uma névoa densa vinha descendo vagarosamente, tomando o quadro à minha frente. A poeira se misturava e o ar estava difícil de respirar. Senti meu peito chiar, pesado com a respiração.
Uma mistura de sentimentos me tomou naquele instante. Não sabia ao certo o que se passava. Sentia falta, mas não lembrava exatamente de quê. Tudo ali parecia outro mundo, como se minha memória buscasse algo de séculos atrás.
O que estava acontecendo?

***

Tempos caminhando, meus pés já não suportavam mais. Avistei o que havia sido um playground e fui até ele. O gira-gira continuava girando com crianças fantasmas, pois não havia ninguém sentado ali para que continuasse fazendo-o girar. Os balanços iam e vinham sozinhos, no ritmo cadenciado do vento que soprava de todos os cantos. Sentei em um dos balanços e deixei-me ir e vir vagarosamente. Fechei os olhos e deslumbrei o que poderia ter sido aquele lugar tempos antes.
Risadas infantis se fizeram ouvir e abri os olhos. Parei o balanço com os pés machucados e deixei-me observar novamente aquele parquinho. Vi o carrinho de pipocas com o vidro quebrado e a pintura gasta; vi uma toalha xadrez que pendia de um galho seco da árvore morta; a quadra esportiva sem trave, ou rede, ou nada que lembrasse uma quadra esportiva, não fosse a estrutura básica de arquibancadas e o retângulo de concreto...
Eu sentia um resquício de vida por ali, naquelas formas suaves e com alguma cor que restara. Os brinquedos de ferro retorcidos ainda deixavam um colorido sujo, enferrujado. O fim não parecia ser o final.
Cansado, suspirei e apoiei a cabeça na corrente do balanço. De soslaio, notei algo no chão ao lado. Surpreso, precisei despertar para acreditar.
Ali, no meio de toda aquela destruição, uma flor amarela subia sozinha da terra. Não havia nenhuma outra, apenas ela. Ajoelhei-me e aproximei meus olhos para vê-la. Não era artificial! Toquei-a levemente para sentir a delicadeza da pétala. Era pequena, tão frágil... Mas tão resistente! A única vida naquele lugar...
Ouvi risadas infantis novamente e olhei para trás. Uma sombra se passou, sumindo por detrás de um amontoado de terra e entulho onde antes havia um escorregador de concreto, daqueles grande onde tinha um túnel por debaixo.
- Hey! – gritei meio rouco, e só então notei que ainda tinha voz.
Minha voz soou como um eco que nunca mais terminava, misturando-se com o som agudo que estava sempre presente.
Levantei e deixei para trás a flor amarela. Se é que tinha mais alguém ali, precisava ver quem poderia ser.
Sentia dores nos pés, mas isso não impediu que eu fosse atrás do que queria descobrir. O escorregador de concreto estava rodeado de entulho, mas notei a entrada do túnel livre bem ali ao lado.
Com o resto de força que ainda tinha, corri para a meia lua que o túnel formava. Olhei ali dentro e paralisei. Aqueles olhos amendoados brilhavam com um sorriso imenso, esperançoso, inocente.
Meu peito encheu-se de dor e angustia, mas aquela crianças me presenteava com aquele sorriso generoso e iluminado. Eu tremia, ela sangrava. Não, ela chorava! Chorava sangue, mas ainda sorria.
A criança me estendeu as mãos pequenas, machucadas. Um coração pulsava entre os dedos miúdos. Assustado, olhei o pulsar e voltei os olhos do pequeno. O menino ainda sorria com seus olhos sujos de sangue. Vagarosamente, ele segurou o coração com apenas uma das mãos e, com a outra, apontou para mim.
Segui o dedo esqueleto do menino que apontava para mim e olhei para me ver. Minha camisa encardida estava suja de sangue também, um círculo na altura do peito onde deveria bater meu coração. Como num reflexo, levei a mão ao peito e só então percebi que havia um vácuo ali.
Voltei os olhos para o pequeno e ele sorriu, como se confirmando aquilo o que eu imaginava. Aquilo em suas mãos era o meu coração! Meu coração em frangalhos que eu havia abandonado, deixado ferir. Meu coração que sangrava por sentimentos fúteis, e estava destruído por mim mesmo.
Quando toquei a mão do menino e senti meu coração pulsar, vi que, na verdade, a criança era eu! Vi que aquele mundo caótico e destruído, abandonado... Tudo era eu!
Loucamente chorei e me deixei cair. Fechei os olhos e o vento aumentou, forte, frio, barulhento. Tudo o que já estava destruído parecia ruir, como se um imenso buraco estivesse se abrindo e engolindo tudo. Em seguida, a sensação de queda livre. Caindo no vazio de outro espaço, flutuando no Universo negro e brilhante. Milhões de planetas, uma explosão no infinito e tudo se iluminou.


Invadido por aquela luminescência, eu acordei. E mais um dia estava começando para ser vivido.